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Ataque com mísseis ao aeroporto de Bagdá mata Qasem Soleimani, o poderoso chefe da Guarda Revolucionária do Irã

O poderoso Qasem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária do Irá, encarregado dos assuntos iraquianos no exército ideológico do Irã, morreu em um bombardeio no aeroporto de Bagdá, anunciou a televisão pública iraquiana no início desta sexta-feira (3). Citando fontes das Forças de Mobilização Popular (Hashd al Shaabi), uma coalizão de paramilitares predominantemente pró-iranianos e agora integradas ao estado iraquiano, a televisão oficial anunciou a morte do general Soleimani, bem como a de Abu Mehdi al Muhandis, o número dois do Hashd.

Vários comandantes dos serviços de segurança e do Hashd confirmaram. Quassem Soleimani, um dos braços de apoio mais próximo ao aiatolá Khamenei, e o homem mais poderoso da estrutura militar iraniana, morreu na manhã de sexta-feira (horário local) em um bombardeio perto do aeroporto de Bagdá. Soleimani estava em um comboio de dois carros atingido por pelo menos três mísseis. Citando fontes das Forças de Mobilização Popular (Hashd al Shaabi), a coalizão de milícias pró-Irã integradas ao Estado iraquiano, a televisão oficial anunciou a morte do general Soleimani, bem como a de Abu Mehdi al Muhandis, número dois do Hashd (milícia xiita subalterna à Força Revolucionária iraniana).

Vários comandantes dos serviços de segurança e do Hashd confirmaram a informação. A autoria do ataque não foi confirmada, mas as autoridades das milícias o atribuíram aos Estados Unidos. O evento ocorre no contexto de crescente tensão entre o Irã e os Estados Unidos no Iraque, e pode contribuir para sua espiral de aumento. Na terça-feira passada, milhares de milicianos do Hezbollah iraquiano atacaram a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, quebrando sua parede exterior com o grito de “Morte aos Estados Unidos!”

O presidente Donald Trump acusou o regime do Irã de estar por trás do ataque à legação diplomática. Dois dias antes, os Estados Unidos haviam bombardeado bases de combatentes pró-iranianos em retaliação por um ataque de míssil que matou um empreiteiro no exército daquele país e deixou vários feridos. Como resultado do ataque de terça-feira, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, disse que havia “indicações de que ataques adicionais poderiam ser planejados” e alertou que Washington não descartou “ações preventivas”.

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