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Analistas do mercado financeiro revisam projeção para o PIB de 2020 para queda de 5,77%

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Na semana passada a estimativa era de queda de 5,95% e agora é de 5,77%. Ou seja, eles vão diminuindo a sua própria projeção de pessimismo. Há um mês, a estimativa desses pessimistas era de baixa de 6,64%. Para 2021, os analistas pessimistas mantiveram a previsão de alta de 3,50%. As projeções fazem parte do boletim de mercado conhecido como relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central. Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

No último dia 15, a Ministério da Economia informou que manteve a projeção de queda do PIB em 4,7% este ano, “diante da melhoria dos indicadores, refletindo um efeito positivo das políticas adotadas até então”. O Banco Mundial prevê recuo de 5% no PIB brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima um tombo de 9,1% em 2020. Em junho, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) recuou 9,73% em abril ante março, na série com ajustes sazonais. Foi o maior recuo da história em um único mês. O PIB do primeiro trimestre do ano, que não foi totalmente afetado pelas crimininosas medidas de isolamento social para conter o avanço do coronavírus, recuou 1,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa para a Selic, a taxa básica de juros, para o fim de 2020 foi mantida em 2% ao ano, a mesma de um mês atrás. A projeção para a Selic no fim de 2021 também permaneceu em 3,00%. Em junho, ao cortar a Selic de 3,00% para 2,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que, para as próximas reuniões, “vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual”.

Os analistas alteraram a previsão para o IPCA, o índice oficial de preços, no fim deste ano de alta de 1,72% para 1,67%. A projeção para o índice em 2021 seguiu em 3,00%. A projeção para a inflação deste ano está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). Para 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). No início do mês, o IBGE informou que o IPCA subiu 0,26% em junho. No acumulado do primeiro semestre do ano, a alta é de 0,10%. (OESP)

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