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Algo de muito estranho ocorre na administração do Banrisul no governo de Eduardo Leite

Algo de muito estranho ocorre na administração do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, o Banrisul, desde o início do governo do tucano Eduardo Leite. Como chefe do Poder Executivo, que detém o controle da instituição bancária estatal, ele nomeou toda a diretoria e também o Conselho de Administração, órgão máximo dentro do banco. Eduardo Leite colocou Jorge Luis Tonetto, um fiscal do ICMS da Secretaria da Fazenda, como presidente do colegiado. O próprio presidente do banco, o carioca Claudio Coutinho Mendes, ficou como vice-presidente.

Os demais nomeados foram: Iranyh de Oliveira Sant’Anna Junior, Marcio Gomes Pinto Garcia, Eduardo Cunha da Costa e Ademar Schardong. Os demais conselheiros são membros independentes e representante dos acionistas minoritários: João Verner Juenemann, Rafael Andréas Weber e Adriano Cives Seabra.

A estranheza reside na nomeação de Ademar Schardong para o cargo de conselheiro. Este personagem foi presidente de banco concorrente do Banrisul, o Sicredi, durante 20 anos, entre 1995 e 2015. Saiu deste banco privado quando ocorreu um grande expurgo no mesmo, tendo sido demitidos mais de 50 membros da alta direção, em uma operação cirúrgica radical e de sopetão.

Durante o governo do emedebista José Ivo Sartori, Ademar Schardong tentou ser indicado para o conselho do Banrisul, mas teve sua pretensão barrada pelo governador do MDB. Ele então passou a funcionar como garoto propaganda de fundo de investimento da Austro Capital, para a compra de ações do Banrisul de modo a indicar um nome para a composição do Conselho de Administração. Esse candidato seria ele mesmo, conforme folheto lançado na época, que vai publicado nesta matéria.

Mas, no final das contas, com a assunção do novo governo, ele conseguiu uma vaga por indicação política no Conselho de Administração. Conforme o folheto cujas lâminas vão publicadas nesta matéria, a presença dele no órgão máximo do Banrisul parece configurar um flagrante conflito de interesses. Afinal de contas, a qual senhor ele está servindo?

 

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