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Alexandre de Moraes pede vista e TSE suspende julgamento que pede cassação de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, o superdelegado do Supremo Tribunal Federal, pediu vista e o plenário do Tribunal Superior Eleitoral adiou a análise de pedido da oposição para cassar a chapa Jair Bolsonaro-Hamilton Mourão, eleita em 2018. O julgamento, retomado nesta terça-feira (9), teve início em novembro de 2019. Não há data para ser concluído. O presidente e o vice são acusados de envolvimento com supostos ataques de hackers contra o grupo virtual Mulheres Unidas contra Bolsonaro. Segundo os autores das representações, o grupo, que reunia mais de 2,7 milhões de pessoas, teve o conteúdo da página alterado – o título foi mudado para “Mulheres COM Bolsonaro #17”. O arquivamento da denúncia é esperado.

O relator do caso na Corte, ministro Og Fernandes, votou contra o pedido dos autores. Segundo ele, mesmo que tenha sido comprovada a invasão da página, as investigações não foram conseguiram indicar o autor do crime cibernético. Há outras seis ações contra a chapa presidencial eleita em 2018 em andamento no TSE. Quatro delas tratam de irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp durante a campanha eleitoral. O TSE é composto por sete ministros. Na votação de hoje, três ministros se manifestaram pelo fim do processo, outros dois pediram mais investigações no caso, e Alexandre de Moraes pediu vista. Também falta votar o presidente do TSE, Luis Roberto Barroso.

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