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Agência americana determina inspeção em aviões Boeing 737 NG pelo aparecimento de fissuras estruturais nas asas

A Agência Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (2) que determinou uma inspeção em aviões Boeing 737 NG, o modelo anterior do polêmico 737 MAX, após a descoberta de “fissuras estruturais” em uma aeronave na China. O mandato afeta 1.911 aviões registrados nos Estados Unidos, informou a FAA. Desses, 165 deverão ser inspecionados nos próximos sete dias. A companhia Southwest já foi obrigada a hangariar um grande número de aviões.

Os aviões envolvidos são os 737-600, -700, -700C, -800, -900, e -900ER, que compõem a linha “New Generation”. A Boeing notificou a FAA sobre o problema depois de ter encontrado fissuras estruturais em uma aeronave do modelo passando por modificações na China. A agência apontou que inspeções subsequentes encontraram fissuras similares em alguns aviões adicionais.

O 737 NG é a terceira geração dos Boeing 737, e a versão anterior ao 737 MAX – avião que vem enfrentando problemas após as quedas de duas aeronave do modelo: uma da Ethiopian Airlines, em um acidente que matou 157 pessoas na Etiópia, e outra da Lion Air, que caiu na costa da Indonésia em outubro passado, matando todos os 189 a bordo.

No Brasil, a Gol opera Boeings 737-700 e 800 NG, aviões dos mesmos modelos dos envolvidos na ordem da FAA. A companhia informou “que está ciente das questões relacionadas ao modelo da aeronave Boeing 737 NG” e que aguarda orientações formais das autoridades. “Todas as determinações dos órgãos reguladores serão rigorosamente seguidos pela GOL”, disse a empresa por meio de nota.

Na verdade, a Gol já “encostou” mais de 20 aeronaves desses modelos no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que “não foi emitida nenhuma Diretriz de Aeronavegabilidade (DA) pela FAA” até o momento. Segundo o órgão, essa diretriz é o documento oficial que orienta todos os países sobre orientações mandatórias. Como sempre, os órgãos de fiscalização no Brasil são os últimos a se mexer para qualquer coisa. Os aviões da Boeing tiveram a ocorrência de fissuras constatadas em revisões logo após os 20 mil ciclos (operações de decolagem e pouso), quando o normal seria que isso pudesse ocorrer só depois dos 90 mil ciclos. Isso é capaz de decretar uma crise no setor aeronáutico mundial. Os problemas são derivados dos tipos de materiais usado, em busca de menor peso para os aviões.

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