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Abate de bovinos no Brasil tem menor nível em oito anos no primeiro trimestre, mas frango bate recorde

O abate de bovinos no Brasil no primeiro trimestre de 2020 recuou 8,5% em relação a igual período do ano passado, alcançando 7,25 milhões de cabeças, menor nível desde 2012, disse nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto os abates de frango e suínos registraram recordes. Na comparação com o quarto trimestre de 2019, a queda foi de 10,2%, segundo o IBGE, que não detalhou razões para o resultado, mas afirmou ter registrado recuo nos abates em 20 Estados – incluindo Mato Grosso, principal Estado no abate de bovinos, onde houve retração de 120,7 mil cabeças. O Estado do Centro-Oeste teve participação nacional de 17% no abate de bovinos no período, o equivalente a cerca de 1,23 milhão de cabeças.

Ainda em março, frigoríficos do País começaram a reduzir as operações de abate e os volumes de produção de carne bovina como estratégia para combater o novo coronavírus, diminuindo, assim, a circulação de pessoas nas unidades. Mesmo com a medida, o registro de casos positivos da Covid-19 entre funcionários de frigoríficos é crescente.

Por outro lado, o abate de frangos no Brasil atingiu no primeiro trimestre um novo recorde na série histórica do IBGE, que remete a 1987, com 1,51 bilhão de cabeças abatidas, avanço de 5% na comparação anual e de 2,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O instituto destacou um salto de 38,31 milhões na quantidade de cabeças abatidas no Paraná, líder do quesito no País, com 33,5% da participação nacional – o equivalente a cerca de 500 milhões de animais.

O abate de suínos também obteve forte resultado nos três primeiros meses de 2020, atingindo 11,88 milhões de cabeças, recorde histórico para um primeiro trimestre. No ano a ano, a alta foi de 5,2%, embora na comparação com o quarto trimestre de 2019 seja verificada leve queda de 0,2%. Principal Estado no abate de suínos no País, Santa Catarina registrou 28,3% da participação nacional no período, com avanço de 352,09 mil cabeças, de acordo com o IBGE.

Considerando a queda no consumo interno de carnes causado pela pandemia, o avanço na produção tem sido impulsionado pelas exportações, principalmente para a China. O país asiático se tornou o principal destino de frango e suínos do Brasil, em meio ao surto de peste suína africana nos plantéis chineses. No acumulado do ano, o volume de frango exportado chegou a 1,764 milhão de toneladas, 4,9% acima do efetivado entre janeiro e maio de 2019, com 1,681 milhão, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os embarques de carne suína cresceram 34% no período, para 383,2 mil toneladas.

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