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A segunda morte de Ibsen Pinheiro, nesta sexta-feira, 24 de janeiro de 2020, em Porto Alegre

O ex-deputado federal e estadual gaúcho Ibsen Vls Pinheiro teve às 21 horas desta sexta-feira, 24 de janeiro de 2020, aos 84 anos, em Porto Alegre, a sua segunda morte, a definitiva. A primeira morte, a política, aconteceu em 1993, quando foi denunciado na CPI dos Anões do Orçamento e teve cassado seu mandato, em uma trama montada diretamente por três personagens, os petistas José Dirceu e Aloysio Mercadante, e o assessor petista Waldomiro Diniz, que contou com o suporte dos jornalistas petistas Luis Carlos Soares, o “Lula”, e Paulo Moreira Leite, ambos da revista Veja, o primeiro trabalhando na sucursal de Brasília, e o segundo atuando como secretário de redação junto ao fechamento de cadernos prontos para a impressão na gráfica.

Também contribuíram de maneira decisiva para esta primeira morte, a política, em 1994, o chefão peemdebista Pedro Simon e seus companheiros do partido no Rio Grande do Sul, que não aceitavam o lançamento da candidatura de Ibsen Pinheiro à Presidência da República, com o apoio do PMDB de São Paulo, comandado por Orestes Quércia. O governador gaúcho, Eduardo Leite, do PSDB, manifestou sua consternação na noite desta sexta-feira e decretou luto oficial no Rio Grande do Sul por três dias.

Ibsen Valls Pinheiro, o político que conheceu o seu ápice em 1992, quando comandou o processo de cassação do mandato do então presidente Collor de Melo, nasceu em São Borja, na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, mesma cidade onde nasceram os ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart, no dia 5 de julho de 1935. Filho de Ricardo Pinheiro Bermudes e Lilia Valls Pinheiro, ele se formou em Direito pela PUC do Rio Grande do Sul na década de 1960. Nessa época ele se tornou militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), ao lado do também advogado Werner Becker, posteriormente seu colega de escritório de advocacia localizado na rua Andrade Neves, no centro de Porto Alegre. Ibsen Pinheiro foi jornalista, advogado, político, sempre filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), promotor e procurador de Justiça.

Ibsen Pinheiro começou na política em 1976, quando foi eleito vereador em Porto Alegre e, em 1978, deputado estadual. A carreira como deputado federal pelo Rio Grande do Sul começou em 1982. Em 1986 foi eleito deputado constituinte e, de fevereiro de 1991 a fevereiro de 1992, foi o presidente da Câmara Federal, tendo conduzido o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Era um dos defensores das leis de reserva de mercado, e de medidas que protegiam a indústria brasileira à concorrência estrangeira, mas que impediam a sua modernização e ganho de competitividade, coisas herdadas do pensamento comunista. Por isso ele era contrário à abertura econômica e tido por seus adversários como protecionista e “anacrônico”.

Sua candidatura à Presidência da República chegou a ser lançada em um encontro do MDB em Recife. Pouco depois, seu principal seguidor no Rio Grande do Sul, o ex-deputado estadual Mario Bernd, organizou um mega jantar em Porto Alegre, na antiga Churrascaria Zequinha, para recebê-lo já com honras de quase candidato oficial do partido à Presidência da República. Eu (jornalista Vitor Vieira – editor de Videversus) estava na porta de ingresso da churrascaria, ao lado do então secretário geral do partido no Estado, o já falecido deputado estadual Brusa Netto. Todo mundo chegava, cumprimentava Brusa Neto e entrava, enquanto ele permanecia na porta. A uma certa altura, perguntei se ele não iria entrar. Ele me disse que estava esperando a chegada de Orestes Quercia para lhe passar um recado, e a seguir iria para casa. Fiquei ao lado dele. Quando Quércia chegou e o cumprimentou, Brusa Neto disse para ele: “Olhe aqui, Quercia, fique sabendo que no Rio Grande do Sul é preciso pedir licença para entrar. Aqui o partido tem dono”. Aquele foi o recado mais expresso dos “simonistas”, do eterno pretendente à candidatura da Presidência da República pelo partido, de que Ibsen Pinheiro não teria o apoio do Rio Grande do Sul à sua pretensão presidencial.

Assim, em 1994, quando teve seu mandato cassado pela CPI dos Anões do Orçamento, que investigou as irregularidades no Orçamento da União, acusado pela revista Veja de participar do Escândalo dos Anões do Orçamento, um gigantesco esquema de desvio de verbas, e condenado a ficar afastado da vida pública por oito anos, Ibsen Pinheiro foi crucificado pelo MDB do Rio Grande do Sul, que ficou mortalmente mudo diante do seu dilema, o que representava uma tácita condenação e apoio à cassação de seu mandato. Em 2000, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo em que era acusado de sonegação fiscal.

Ibsen Pinheiro sofreu essa primeira morte, a política, em uma trama diabólica montada por um quinteto de petistas: os então deputados federais José Dirceu e Aloysio Mercadante, e mais o assessor Waldomiro Diniz (os três moravam juntos em um apartamento em Brasília e estavam à testa das agitações na CPI dos Anões do Orçamento, com seus discursos inflamados contra a corrupção, e ironia da história, estes tipos acabaram se enroscando, nos governos petistas, com os mais grossos casos de corrupção da história do País). Outros participantes da trama conspiratória montada pelos petistas para liquidar com Ibsen Pinheiro e sua candidatura presidencial foram os jornalistas Paulo Moreira Leite e Luis Costa Pinto, o “Lula”, ambos de Veja, os dois do PT. Paulo Moreira Leite era egresso da organização trotskista Libelu (Liberdade e Luta), que tinha supervisão direta do gardelão argentino Felipe Belisário Wermus, vulgo Luis Favre, que tinha sido designado pela Quarta Internacional Comunista (trotskista) para supervisionar as organizações trotskistas da América do Sul.

Anões do Orçamento foi o nome pelo qual ficou conhecido um grupo de congressistas brasileiros que no final dos anos 80 e início dos anos 90 se envolveram em fraudes com recursos do Orçamento da União até serem descobertos e investigados, em 1993, perante uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de grande repercussão. A denominação de “anões” deveu-se ao fato de que os principais envolvidos no caso eram deputados sem grande repercussão nacional, ou seja, “anões de poder” no Congresso Nacional, os famigerados membros do “Baixo Clero”, que no entanto operavam grossa corrupção nas sombras.

Em 1993, a CPI dos Anões do Orçamento investigou 37 parlamentares por envolvimento em esquemas de fraudes na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional. O relatório final, de Roberto Magalhães (PFL-PE) (sempre os pefelistas, hoje DEM, na cabeça das grossas sacanagens no Congresso Nacional), pediu a cassação de 18 deles, mas apenas seis perderam seus mandatos:
Carlos Benevides (PMDB-CE), Fábio Raunhetti (PTB-RJ), Feres Nader (PTB-RJ), Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), José Geraldo (PMDB-MG), Raquel Cândido (PTB-RO). Outros quatro deputados federais trataram de se escafeder do processo por meio da renúncia: Cid Carvalho (PMDB-MA), Genebaldo Correia (PMDB-BA), João Alves de Almeida (PFL-BA) e Manoel Moreira (PMDB-SP). E oito deputados federais foram absolvidos: Aníbal Teixeira (PTB-MG), Daniel Silva (PPR-RS), Ézio Ferreira (PFL-AM), João de Deus Antunes (PPR-RS), Flávio Derzi (PP-MS), Paulo Portugal (PP-RJ), Ricardo Fiúza (PFL-PE), Ronaldo Aragão (PMDB-RO) e o super bandido baiano Geddel Vieira Lima (PMDB-BA, agora finalmente condenado, na Operação Lava Jato).

Os envolvidos roubaram mais de R$ 100 milhões de reais de recursos públicos, com esquemas de propina, para favorecer governadores, ministros, senadores e deputados. Em valores de hoje, diante da roubalheira patrocinada pela organização criminosa do PT, parece brincadeira de crianças.

Foi atribuído ao deputado federal João Alves de Almeida, do baixíssimo clero, a articulação do esquema corrupto, que ele conhecia muito bem desde 1972, quando passou a integrar a Comissão de Orçamento do Congresso, colaborando com o Executivo ao impedir que seus colegas parlamentares fizessem mudanças em projetos. Em troca, acertava a inclusão e aprovação de emendas parlamentares entre os gastos oficiais, cujas verbas eram direcionadas para seus redutos eleitorais. Com a promulgação da nova Constituição, em outubro de 1988, os poderes da Comissão de Orçamento foram ampliados, o que resultou na formação do grupo dos “sete anões”.

O grupo dos vigaristas operava com três fontes de recursos. A primeira era formada pelas propinas pagas pelos prefeitos para incluir uma obra no Orçamento ou conseguir a liberação de uma verba já prevista. A execução dessas tarefas era realizada pela Seval, uma empresa criada pelo deputado anão João Alves de Almeida, que cobrava uma “taxa” para fazer o serviço. Os “Anões do Orçamento” foram descobertos em outubro de 1993, a partir das denúncias do economista José Carlos Alves dos Santos, integrante da quadrilha e chefe da assessoria técnica da Comissão do Orçamento do Congresso.

O rastreamento das contas bancárias acabou derrubando o presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB), o líder do PMDB, deputado Genebaldo Corrêa (BA) e o deputado baiano João Alves de Almeida (falecido em 2004), chefe do esquema. João Alves de Almeida lavava o dinheiro comprando cartões de loteria premiados. Havia dois esquemas fraudulentos. No primeiro, parlamentares faziam emendas remetendo dinheiro para entidades filantrópicas ligadas a parentes e laranjas. Mas o principal eram os acertos com grandes empreiteiras para a inclusão de verbas orçamentárias para grandes obras, em troca de polpudas comissões. Ou seja, os empreiteiros vagabundos, corruptos, propineiros, já operavam em alta escala desse essa época, sem qualquer pudor, com a maior agilidade.

O ex-chefe da Assessoria de Orçamento do Senado, José Carlos Alves dos Santos, ao denunciar as irregularidades, produziu o desmonte do esquema. Mas ele próprio foi preso e acusado de assassinar a esposa, Ana Elizabeth Lofrano, que ameaçava denunciar os podres da máfia. Na casa dele foi achada uma mala com mais de US$ 600 mil escondida no forro. A situação de José Carlos se complicou com a prisão de dois cúmplices, que mostraram o local onde enterraram o corpo de Ana Elizabeth, após a terem matado a golpes de pedra e picareta em novembro de 1992, na presença do marido. O assessor foi condenado a 20 anos de prisão. Em sua defesa, acusou os ex-deputados João Alves e Ricardo Fiúza como os verdadeiros mandantes do assassinato de sua mulher. Até hoje grande parte dos segredos daquela roubalheira continuam ocultos.

Em agosto de 2004, a revista Isto É publicou uma extensa matéria de capa, desvendando a trama conspiratória que determinou a morte política de Ibsen Pinheiro, uma década antes, liquidando com um adversário de peso diante das pretensões presidenciais do PT para eleger o super bandido Lula. A matéria se baseou no depoimento do péssimo jornalista petista Luis Costa Pinto que, em 1993, era repórter da sucursal de Brasília da revista Veja. O jornalista petista Luis Costa declarou que recebeu do famigerado assessor petista Waldomiro Diniz, então assessor da CPI do Orçamento, a informação de que Ibsen transferira US$ 1 milhão de uma conta da Caixa Econômica Federal para outra, também sua, do Banrisul. O petista Luis Costa Pinto não refez a operação da conversão da moeda para o dólar e enviou a informação, como a recebeu, à edição. Ainda segundo ele, de madrugada o programa de checagem da Veja, quando caderno da revista onde ela estava encartada já estava rodando na gráfica, ele percebeu que a conversão estava errada e que Ibsen transferira apenas US$ 1.000 (um mil dólares). Segundo o jornalista petista Luís Costa Pinto, mesmo assim a revista decidiu distribuir a edição com a reportagem errada. Quem se encarregou de fazer a enjambração da matéria, para ela ficar “passável”, foi o também jornalista trotskisa petista Paulo Moreira Leite. A revista Veja publicou então a matéria, com direito a capa que dizia: “Até tu, Ibsen”. A dolarização incorreta dos valores foi protocolarmente corrigida pela CPI na semana seguinte, mas Ibsen Pinheiro já tinha sido arrastado definitivamente para o centro das investigações.

Na época, o PT tinha gente infiltrada em todas as áreas da vida nacional, todo mundo fornecendo informações para os altos chefetes petistas sobre todos os supostos inimigos do partido. Informações bancárias de qualquer um surgiam em minutos, miraculosamente, para os bandidos petistas. E por aí vai.

Não houve defesa possível para Ibsen Pinheiro, principalmente porque o MDB de Pedro Simon, o grande Catão da República, estava interessado na sua condenação. Ele foi cassado, segundo a representação da Mesa da Câmara, porque “comprovou-se a prática de atos passíveis de caracterizar incompatibilidade com o decoro parlamentar, notadamente o enriquecimento sem causa e prática de infração fiscal”. Ibsen foi acusado de “movimentação bancária e variação patrimonial não condizente com os rendimentos declarados”, de remessa de dinheiro para o Exterior e de sonegação fiscal. O Supremo, anos depois, o declarou inocente desta acusação.

Não há dúvida de que a imprensa, e não só a “Veja”, errou na época. Não sei se nesse episódio, mas é certo que a corrida pela informação exclusiva e o que se convencionou chamar na época de “fúria denuncista” provocaram erros não corrigidos e injustiças.
No caso levantado pela “IstoÉ” na semana passada, de concreto mesmo, até agora, vejo dois pontos. Primeiro, Luís Costa Pinto errou, porque ele mesmo confessou um erro. Segundo, não foi esse erro confessado que condenou e cassou o mandato de Ibsen Pinheiro. No mais, como disse, é uma história que precisa ser mais bem contada.

Em novembro de 2000, Ibsen Pinehrio almoçou com o jornalista petista Luis Costa Pinto, o “Lula” (apelido emblemático) na Churrascaria OK, em Curitiba, quando soube dos bastidores. “A CPI do Orçamento caminhava para um desfecho melancólico, pois só ia cassar deputados do chamado baixo-clero. Foi nesse ambiente que se perpetrou um dos grandes erros jornalísticos contemporâneos”, contou o petista Luis Costa Pinto, no artigo que depois enviou a Ibsen. “Este depoimento é seu e pode ser usado da maneira que você quiser”, escreveu no e-mail. Tratava-se de um raro mea-culpa em 2.804 palavras que deu pormenores e nomes. O petista Luis Costa Pinto contou que, em novembro de 1993, foi procurado por uma figura que ficaria famosa dez anos depois: o sinistro e famigerado Waldomiro Diniz, assessor da CPI e já então braço direito dos parlamentares petistas José Dirceu e Aloizio Mercadante. “Pegamos o Ibsen”, disse Waldomiro. Luis Costa Pinto depois virou “consultor” e foi contratado sem licitação pela presidência da Câmara dos Deputados, ocupada pelo petista João Paulo Cunha. Os pagamentos para ele saíam do também famigerado “carequinha”, o marqueteiro mineiro Marcos Valério que operava esquema corrupto do Mensalão para o PT. João Paulo Cunha foi cassado por isso. O depoimento de Luis Costa Pinto demonstrou como Waldomiro Diniz, depois chefe da sub-chefia Legislativa da Casa Civil da Presidência da República, sob comando do bandido José Dirceu, no primeiro governo Lula, vazava sigilos para incriminar investigados.

A morte política de Ibsen Pinheiro tirou do caminho um forte candidato à Presidência. O PMDB se dividiu. Tudo foi inútil, entretanto, porque na eleição de 1994 Lula acabou derrotado por Fernando Henrique Cardoso, após o retumbante sucesso do Plano Real, capitaneado pelo genial economista Pérsio Arida, que deveria ter ganho um Prêmio Nobel de Economia por seu trabalho. O Plano Real acabou com a hiperinflação no Brasil.

A morte política dele foi decretada assim que o jornalista responsável pela checagem da informação constatou que o cheque repassado pelo vigarista petista Waldomiro Diniz não se tratava de um milhão de dólares, mas de hum mil dólares, e o trotskista petista Paulo Moreira Leite, mesmo avisado, resolveu manter o texto, ordenando que, em Brasília, o outro petista, Luis Costa Pinto, encontrasse um político que sustentasse a informação de um milhão de dólares. Ele encontrou o pefelista baiano Benito Gama (PFL-BA), que se prestou ao serviço. A revista Veja manteve o valor de US$ 1 milhão com a frase de Benito Gama: “É fundamental não errarmos nas contas de Ibsen. E não erramos.” Erraram sim, de propósito, criminosamente. E por trás disso tudo estava o interesse em manter os velhos esquemas corruptos de sempre, que vieram a ser desvendados em profundidade pela Operação Lava Jato, mais de 20 anos depois. Para completar, o diretor de redação da Veja, na época, era o jornalista Mario Sérgio Conti, outro petista.

Na primeira eleição em que concorreu após a retomada de seus direitos políticos, em 2002, Ibsen Pinheiro concorreu a deputado federal, mas não se elegeu, porque ainda estava vívida na memória do eleitorado gaúcho a cassação de quase uma década antes. Em 2004, já com a divulgação da conspiração dos petistas que tinham liquidado sua carreira política, Ibsen Pinheiro se elegeu vereador em Porto Alegre, tendo sido o candidato mais votado. O MDB tentava se redimir do ostracismo que lhe havia aplicado. Em 2006, foi eleito novamente deputado federal. Aliado do governo Lula, votou a favor da CPMF, mas bateu de frente com os interesses do Presidente ao enviar em 2009 a Emenda Ibsen Pinheiro, que retirou royalties do petróleo dos estados produtores, para divisão igual entre os estados brasileiros. Ou seja, Ibsen Pinheiro se comportou como o antigo chefão comunista Luis Carlos Prestes, ignorando que os seus algozes tinham sido os petistas e se aliando a eles.

Por último, foi presidente do MDB do Rio Grande do Sul e obteve um derradeiro mandato de deputado estadual pelo partido. Mas já estava com a saúde abalada, após décadas convivendo com a diabete.

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