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A confusão criada por Bolsonaro e que enfraquece Moro, como querem seus adversários, é um monumental erro

O presidente Jair Bolsonaro criou nesta quarta-feira mais uma daqueles confusões desnecessárias para seu governo, capaz de produzir, pela sua simples suposição, um enorme descrédito nacional e internacional, e complicar os progressos alcançados até agora na recuperação econômica do País.

Jair Bolsonaro foi a uma reunião com secretários estaduais de Segurança Pública, em um fórum comandado por governos hostis, dominados pelo PT, PSB, PCdoB e outras coisas esquerdistas do gênero. Isso é completamente despropositado. Ele só deveria se reunir com governadores, e não com secretários estaduais de segurança.

E mais do que isso: não convidou o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, para estar presente. Nessa reunião, os bandidos esquerdopatas, associados com a bandidagem comandada por MDB e DEM, a fina flor do fisiologismo nacional, que tem atrasado a vida dos brasileiros, propôs o fatiamento do ministério de Moro, com a recriação do Ministério da Segurança Pública. Isso seria equivalente a demitir Sérgio Moro do governo, porque ele não permaneceria no cargo servindo apenas como um boneco de ventríloquo.

O campeão máximo em manobras para retardar a saída do Brasil do atraso e da estagnação, o reizinho do Centrão, Rodrigo Maia, do DEM, logo abriu sua boca para apoiar a iniciativa. Com esse iniciativa cretina os bandidos conseguiriam tirar o comando da Polícia Federal das mãos de Sérgio Moro. Seria o melhor dos mundos para todos os bandidos fisiológicos que inundam o Congresso Nacional.

Como um homem que passou 27 anos dentro do Congresso Nacional, ninguém mais do Jair Bolsonaro sabia quais eram as intenções desses secretários. Aliás, em Brasília não existe ingênuo, tudo é jogada armada. E ninguém sobrevive na cidade sodômica se não souber interpretas as jogadas em estado de armação. Se Jair Bolsonaro não desarmou essa jogada, foi porque não quis. Ele deixou rolar para ver onde iria dar o jogo. É conveniente relembrar o que estabelece o artigo 61 da Constituição brasileira:

Art. 61 – A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
I – fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
II – disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;
d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84, VI;
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva.

É tão claro como dia ensolarado, só ele pode propor projeto de lei que estabeleça a criação de um novo ministério. Portanto, indo à reunião, ele deu sinalização para a tramitação da idéia. E isso é coisa que nem deveria passar por sua cabeça, como não passa pela cabeça de brasileiros de bem.

Antes de embarcar em viagem para a India, após ter cometido outra grande falha, que foi sua ausência em Israel no encontro mundial de mandatários no dia de rememoração do Holocausto, e do comprometimento internacional na luta contra o antissemitismo, ele escalou o general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, que nada tem a ver com a assunto, para lançar uma nota explicativa das intenções do presidente. Uma nova que explica, mas não justifica.

Bolsonaro cometeu o pior dos deslizes, imaginando-se um grande esperto político, que foi aquele gerador de desconfiança nos brasileiros. E agora uma desconfiança muito explícita. Os resultados podem ser os piores possíveis.

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